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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

"talvez seja simples'

                                    Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar: aprenda a fazer bonito o seu amor. Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito. Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito. Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender.
 Tenho visto muito amor por aí, Amores mesmo, bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva, mas esbarram na dificuldade de se tornar bonito. Apenas isso: bonitos, belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção. Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.
 Aí esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais de repente se percebeu ameaçados apenas e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram; exigem; rotinizam; descuidam; reclamam; deixam de compreender; necessitam mais do que oferecem; precisam mais do que atendem; enchem-se de razões. Sim, de razões. Ter razão é o maior perigo no amor. 
Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reivindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão. Nem queira. Ter razão é um perigo: em geral enfeia o amor, pois é invocado com justiça, mas na hora errada. Amar bonito é saber a hora de ter razão.
 Ponha a mão na consciência. Você tem certeza que está fazendo o seu amor bonito?
De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro, a maior beleza possível? Talvez não. Cheio ou cheia de razões, você espera do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer.
Quem espera mais do que isso sofre, e sofrendo deixa de amar bonito. Sofrendo, deixa de ser alegre, igual criança. E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.
 Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia. Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama. Saia cantando e olhe alegre.
Recomendam-se: entabulamentos; ser pego em flagrante gostando; não se cansar de olhar, e olhar; não atrapalhar a convivência com teorizações; adiar sempre, se possível com beijos, “aquela conversa importante que precisamos ter”, arquivar se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida. Para quem ama toda atenção é sempre pouca. Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda atenção possível.Quem ama bonito não gasta o tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter. 
Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida como criança de nariz encostado na vitrine, cheia de brinquedos dos nossos sonhos) :não teorize sobre o amor, ame. Siga o destino dos sentimentos aqui e agora. 
 Não tenha medo exatamente de tudo o que você teme, como: a sinceridade; não dar certo; depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito); abrir o coração; contar a verdade do tamanho do amor que sente.
Jogue pro alto todas as jogadas, estratagemas, golpes, espertezas, atitudes sabidamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser. Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs. Falando besteiras, mas criando sempre. Gaguejando flores. Sentindo o coração bater como no tempo 
do Natal infantil. Revivendo os carinhos que instruiu em criança. Sem medo de dizer, eu quero, eu gosto, eu estou com vontade. 
 Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito, ou fazer bonito o seu amor,ou embelezar fazendo seu amor, ou amar fazendo o seu amor bonito (a ordem das frases não altera o produto), sempre que ele seja a mais verdadeira expressão de tudo o que você é e nunca, deixaram, conseguiu, soube, pôde, foi possível, ser. 
 Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto. Não se preocupe mais com ele e suas definições. Cuide agora da forma. Cuide da voz. Cuide da fala. Cuide do cuidado. Cuide do carinho. Cuide de você. Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz.
Artur da Távola.



fonte:  http://www.mensagensbonitas.com.br/

sábado, 19 de novembro de 2011

O perigo da beleza.

Como você pode perceber nós seres humanos temos uma certa necessidade de  nos sentirmos bem,atraves da beleza,que é muito exigida hoje em dia...

O perigo da beleza

Frequentemente os meios de comunicação noticiam casos de mutilações e até mortes causadas pela busca desmedida da beleza. A estética corporal é hoje um dos segmentos que mais cresce no mundo, principalmente no Brasil, que figura em segundo lugar no ranking mundial de cirurgia plástica, só perdendo para os EUA. Certamente os cirurgiões não se incomodam com isso, pois trabalho para eles dificilmente faltará. Outros segmentos que veem com bons olhos a obsessão pelo corpo ideal são as indústrias farmacêuticas e de cosméticos, que faturam milhões de reais mensalmente atingindo lucros astronômicos.
Vale salientar, porém, que os meios de comunicação têm um papel dúbio no que se refere à estética corporal, ao mesmo tempo em que advertem para os perigos que os tratamentos e procedimentos estéticos corporais podem oferecer - como o abuso de medicamentos para emagrecer ou para tornar-se mais forte, os riscos do uso de produtos químicos e da prática médica sem licença para realizar cirurgias plásticas, entre outros -, são eles também responsáveis por uma parcela da busca incessante pelo corpo ideal, uma vez que os modelos e os personagens que aparecem nos programas de TV e nos anúncios publicitários exibem corpos esculturais, estimulando, assim, as pessoas a sacrificarem-se para seguir esse padrão de beleza.
A estética é uma palavra usualmente utilizada para referir-se à beleza física, mas para a Filosofia esse termo vai bem além disso. A raiz dessa palavra encontra-se no grego aisthesis, que significa “faculdade de sentir”, “compreensão pelos sentimentos”, “percepção totalizante”. É, portanto, o ramo da Filosofia que se ocupa da arte, do belo e do feio, dos gostos e dos estilos, das percepções artísticas, isto é, do que a arte suscita nos homens.
Mas como designar o que é belo e o que não é? Que critérios utilizar? Na realidade, há desde muito uma grande discussão entre os filósofos acerca da definição do belo. Primeiramente, devemos levar em conta que o conceito de beleza depende do contexto em que ela é analisada. Desse modo, o que é considerado bonito em determinada cultura pode não o ser em outra. Por exemplo, você já ouviu falar nas mulheres girafas?
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Você considera isso bonito? Provavelmente não, entretanto as mulheres que utilizam essas argolas acreditam tornar-se mais bonitas, dentro de seu contexto cultural.
Outro fator que influencia na determinação do belo é o período da história em que se encontra o indivíduo. Observe algumas fotos de seus pais. Perceba como as roupas eram diferentes e talvez um tanto estranhas para os padrões atuais. Agora, pergunte a eles se consideravam suas roupas e seus penteados feios naquela época. Pode ser que eles levem em consideração a beleza na atualidade e até façam uma autocrítica; porém, no momento em que as fotografias foram tiradas, o conceito de belo era outro. Essa ideia de que a beleza é fruto do seu tempo pertence a Georg Wilhelm Friedrich Hegel, filósofo do século XIX.
Platão, Aristóteles e outros filósofos da Antiguidade acreditavam em uma beleza universal e padrão, o belo em si. Para esses pensadores, em todos os objetos está o belo, independentemente de quem os observa. Como as pessoas têm apreensões diferentes sobre as coisas, o belo poderá tornar-se feio.
David Hume, filósofo do século XVIII, ao contrário dos seus “amigos” da Antiguidade, acabou relativizando a beleza. Para Hume, ela depende de cada um, ou seja, o que é bonito para um pode não ser diante de outra pessoa. No mesmo século, Immanuel Kant também se manifestou a respeito da tentativa de definir o belo. Segundo esse pensador, belo é “aquilo que agrada universalmente, ainda que não se possa justificá-lo intelectualmente. O juízo estético provém do prazer que se alcança no objeto como tal” . O que importa, portanto, é o sentimento do sujeito, e não o objeto em si; é aquilo que lhe atribuímos.
A estética na Filosofia não se preocupa apenas com a definição do belo, ela também analisa as obras de arte levando em consideração as suas funções e os sentimentos e as reflexões que ela provoca nos observadores. Dedica-se, ainda, à crítica de música, de TV e de cinema. Mas deixemos esses assuntos para o futuro.
Agora que você conhece um pouco da estética na Filosofia, a que conclusões você chegaria? Existe uma beleza universal? O belo depende do ponto de vista? A beleza é fruto de seu tempo? E se for, vale a pena sacrificar-se tanto em busca de um corpo “ideal”, se daqui a algum tempo tudo isso se tornará démodé?
Antes refletir sobre isso, confira algumas discussões sobre os perigos que a obsessão pela beleza pode trazer.

Fonte: http://blog.educacional.com.br/blog_filosofia/2010/11/03/o-perigo-da-beleza/#comment-110

domingo, 23 de outubro de 2011

Tv será que traz sabedoria?

TV e cultura: isso é possível?

A cada dia, ao retornarmos ao lar, fatigados¹ de nossa rotina modernamente conturbada, há “algo” que está sempre nos esperando. No passado, seria a nossa mãe ou, em alguns casos, o cachorro. Mas o fato é que, na atualidade, quem inevitavelmente está em casa lá para nos acolher é a TV. Muitos, inclusive, antes de dizer “Oi, mãe!”, “Oi, Totó!” ou “Oi, amor!”, ligam o aparelho, para prontamente escutar “A gente se liga em você”. Ou, então, encontram a mãe, o cachorro e o seu companheiro, hipnotizados, babando como zumbis na frente da telenovela. A TV, definitivamente, “se liga na gente”.
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Legenda: A que programa ele estaria assistindo? Por: Laertes. Creative Commons. Atribuição 2.0 Genérica (CC BY 2.0).
Assim, ao invés de termos de perguntar um ao outro como foi o dia e dar explicações fastidiosas² ou, então, nos aborrecer para que brinquemos ou levemos o cachorro para passear, a adorada TV apenas exige que sentemos em nossas poltronas e relaxemos. Ela nos acolhe e permite que, por alguns momentos, nos desliguemos da realidade monótona do nosso cotidiano e adentremos em um mundo de aventura, romance, debates, esporte, música e “muito mais”. 
A sociedade moderna venera a televisão e a coloca em verdadeiros altares - os seus racks ou estantes enfeitados. Chegamos a gastar milhares de reais adquirindo aquela de melhor imagem, som mais potente ou qualquer outro super-recurso que, em tese, justifique seu preço exorbitante, sem que isso, contudo, mude o principal na relação entre expectadores e TV: a qualidade dos programas ofertados.
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Legenda: Sonho de consumo de gerações passadas. A TV é hoje uma importante mídia, que exerce grande influência sobre o cotidiano das pessoas. No Brasil, ela é um dos principais meios utilizados pela população para informar-se quanto aos assuntos políticos e econômicos, por exemplo. Por: por Robert Couse-Baker. Atribuição 2.0 Genérica (CC BY 2.0).
 
Se analisarmos o fenômeno da televisão e a sua inegável influência sobre as nossas vidas, sob a perspectiva das teorias de Karl Marx, muito embora sejam tais estudos anteriores ao surgimento do aparelho, veremos que alguns princípios enunciados pelo filósofo podem ser aplicados quase como se ambas (teoria e TV) tivessem surgido uma após a outra. Podemos dizer que os programas atualmente ofertados fazem com que a população adote, de forma homogênea, os princípios e valores de uma elite econômica, impedindo que se reconheça enquanto uma classe trabalhadora, explorada economicamente e iludida com o “sonho burguês” de comprar o jeans de marca, o carro bacana, a bolsa ou o sapato de grife usados na novela pela atriz X.
Não percebemos que todos os programas nos vendem produtos e valores morais, e isso acontece desde a roupa bacana usada pela mocinha, ao desdém com que os ricos da novela tratam os subservientes e leais empregados. Essa falta de percepção crítica da realidade chama-se alienação, segundo as análises da sociologia. Ou, então, perpetuamos o asco demonstrado pelos personagens pobres das tramas com relação à condição na qual vivem na ficção: “Coisa de pobre!” Como se fosse indigno ser pobre. A propagação de valores à grande massa alienada, de modo que ela acredite em um discurso que mascara a sua própria realidade e perpetua a condição de alienação a qual se encontra é chamada de ideologia por Marx.
Ainda analisando os comportamentos inspirados pela influência midiática, sob a ótica das teorias marxistas, se, por um lado, os produtos recebem status e importância pela mídia por serem da marca X ou Y, associados às figuras públicas de grande audiência, sendo venerados em seus anúncios comerciais, por outro lado, as pessoas transformam-se em meras mercadorias, que vendem sua mão de obra aos detentores dos meios de produção em troca de um salário aquém da quantidade de riquezas que produzem. A isso Marx chama de mais-valia.
Assim, a mercadoria passa a determinar as relações entre pessoas e o trabalhador passa a ser visto apenas como uma mera ferramenta em uma grande engrenagem produtiva, e só não é completamente dispensado, dando lugar a máquinas, por que se necessita dele na outra ponta nessa cadeia: como consumidor (e telespectador).
Voltando à programação televisiva, alguma alternativa para a sua falta de criatividade e, às vezes, de bom senso? Alguma luz de dignidade e cultura aliada ao entretenimento? A chave está justamente em nossa posição de consumidores.


 

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O lixo nos oceanos

O problema do lixo nos oceanos

Você já percebeu que a maioria dos produtos que utilizamos em nosso dia a dia apresenta plástico em sua composição? O plástico está presente em embalagens, brinquedos e também em equipamentos eletrônicos (como celulares, televisores, computadores, etc). Porém, todo esse material gera uma grande quantidade de lixo, a qual já ultrapassou a capacidade de ser armazenado em terra. Dessa forma, o plástico tem sido o grande vilão do ambiente marinho, pois representa 70% dos resíduos sólidos encontrados nesse meio. Ele pode chegar ao oceano por meio do lixo jogado nas ruas, que são levados pela chuva e pelos rios, nas praias sujas, por descartes acidentais e por embarcações, plataformas de óleo e gás.







Dejetos encontrados no mar. Por Sandra. Licenciado por Creative Commons. Atribuição 2.0 Genérica.
Dejetos encontrados no mar. Por Sandra. Licenciado por Creative Commons. Atribuição 2.0 Genérica.

Foi encontrada no Oceano Pacífico uma área que concentra grande quantidade de materiais plásticos provenientes do despejo desses resíduos na zona costeira. Essa área ficou conhecida como Lixão do Pacífico. A área deste lixão equivale aos territórios dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Goiás juntos. Há aproximadamente 100 milhões de toneladas de plástico nessa região, dos quais 27% correspondem a sacolas plásticas. Todo esse lixo fica concentrado nesse local devido às correntes marítimas, que formam um giro de sentido horário no Hemisfério Norte do Oceano Pacífico, fazendo com que o lixo se concentre no interior desse giro.

Fonte: http://blog.educacional.com.br/blog_bio/o-problema-do-lixo-nos-oceanos/comment-page-1/#comment-1012

Desequilibrio Ambiental



Catástrofe ambiental: os efeitos adversos provocados pela ausência de grandes predadores


Quando falamos de cadeia alimentar, pensamos nas relações estabelecidas entre os seres vivos durante o processo de obtenção de alimentos. Em suma, cada organismo alimenta-se de uma gama de outros seres vivos, e assim sucessivamente, num continuum cíclico: a cadeia alimentar.
Há também um conceito mais amplo, que é o da teia alimentar. Essa se constitui de um conjunto de cadeias alimentares interligadas por tipos alimentares comuns aos organismos. Dessa maneira, os mais variados ecossistemas se mesclam e o ambiente se organiza.
Uma cadeia trófica ou alimentar é constituída por produtores, representados por organismos autótrofos, ou seja, aqueles capazes de obter alimentos a partir de substâncias inorgânicas, como os vegetais; e por organismos heterótrofos, aqueles que obtêm alimento ingerindo outro ser vivo, como um vegetal ou um animal; esses são os consumidores, representados pelos animais. Nesse nível trófico há vários tipos de consumidores (primários, secundários, terciários, quaternários, etc.). Por último, temos os decompositores, categoria formada por seres que decompõem a matéria orgânica de animais mortos. Seus representantes são as bactérias e os fungos.
Entre os consumidores, existem aqueles que ocupam o topo da cadeia. Esses são representados por predadores que não possuem predador. São exemplos: leões, tigres, lobos e tubarões. Por muito tempo se acreditou que a retirada desses seres, ou até mesmo sua diminuição, não afetaria o ambiente ou, se afetasse, não causaria grandes impactos, já que eles se encontram no topo da pirâmide trófica. Ledo engano!

lobo
Legenda: Os lobos estão no topo da cadeia alimentar. Recentemente, os lobos-cinzentos (Canis lupus) foram retirados da lista de espécies ameaçadas de extinção pelo Congresso dos Estados Unidos. Tal decisão não tem apoio dos conservacionistas nem dos cientistas. Credito: Fremlin. Licenciado por Creative Commons Atribuição 2.0 Genérica.


Um estudo realizado por pesquisadores da área de conservação e ecologia de várias universidades aponta que a diminuição dos grandes predadores compromete a dinâmica de funcionamento de um ecossistema nos níveis biótico (seres vivos) e abiótico (luz, água, temperatura). Para comprovar tal comportamento você poderá utilizar o simulador de Relações Alimentares.
Os cientistas observaram que um decréscimo da população de lobos no Parque Yellowstone modificou a população de alces não só em número, como também em hábitos, pois eles passaram a pastar em áreas que anteriormente eram restringidas por aqueles predadores. Logo os castores, que se alimentavam dos vegetais presentes nessas áreas começaram a passar fome ou procurar outra fonte de alimentos. Pronto: o desequilíbrio se estabeleceu. Para retomar as condições anteriores, foi necessária uma reintrodução de lobos no parque.

Outro exemplo estudado é o da redução do número de felinos em Utah. Essa ausência trouxe reflexos negativos ao ecossistema, como perda da vegetação, alteração do fluxo de canais de água e aumento do número de cervídeos.

Com esses estudos, fica comprovado que os predadores no topo da cadeia trófica são fundamentais para o ecossistema como um todo, o que e derruba o conceito errôneo em ecologia de que a retirada desses animais interfere muito pouco em um ambiente.


Fonte: http://blog.educacional.com.br/blog_bio/o-problema-do-lixo-nos-oceanos/comment-page-1/#comment-1012

domingo, 2 de outubro de 2011

Por que dizer “não” às drogas e ao álcool

A morte da cantora britânica Amy Winehouse, aos 27 anos, no dia 23 de julho de 2011, trouxe à tona as discussões sobre os efeitos do álcool e das drogas no corpo humano, assim como suas consequências. Dessa maneira, surge a necessidade de esclarecer aos jovens os principais problemas relacionados ao uso dessas substâncias.
Diga não as drogas.GlowImages/DPI Imagens
Diga não as drogas.GlowImages/DPI Imagens
O álcool
O consumo de bebidas alcoólicas de maneira descontrolada traz prejuízos físicos e psicológicos aos usuários e à sociedade. Abaixo, estão alguns dados relevantes sobre as consequências do abuso de álcool.
Consumo de álcool em excesso leva ao alcoolismo. Fábio José de Sousa/Positivo Informática
Consumo de álcool em excesso leva ao alcoolismo. Fábio José de Sousa/Positivo Informática
A ingestão de álcool em excesso é responsável por:
- 70% dos acidentes de trânsito;
- 67% dos abusos com crianças;
- 40% dos estupros;
- 51% dos delitos graves;
- 38% dos suicídios;
- 65% da violência doméstica;
- 54% de acidentes de trabalho com danos;
- 60% das ocorrências policiais envolvendo violência;
- 51% das internações em hospitais psiquiátricos;
- 20% dos pedidos de separação judicial.
As drogas
Algumas drogas são produzidas a partir de plantas (drogas naturais), como, por exemplo, a maconha, que é feita da Cannabis sativa, e o ópio, proveniente da flor da papoula. Outras são fabricadas em laboratórios – as chamadas drogas sintéticas – como o ecstasy e o LSD. A maioria delas causa dependência química ou psicológica e pode levar à morte, em caso de overdose.
As drogas matam. Fábio José de Sousa/Positivo Informática
As drogas matam. Fábio José de Sousa/Positivo Informática
Há, atualmente, uma variedade muito grande de drogas, infelizmente muitas delas de fácil acesso aos jovens. As informações sobre as consequências que o consumo de tais substâncias traz para o organismo e o diálogo aberto com a família e com a escola ainda são as formas de orientar crianças e jovens, prevenindo-os, assim, contra o consumo de entorpecentes. Podemos analisar os efeitos das drogas sobre corpo humano por dois aspectos distintos: o clínico e o químico.
Clinicamente, a dependência química pelo uso de substâncias psicoativas é considerada uma patologia, apresentando diferentes sintomas que comprometem o indivíduo nos aspectos físicos e psicológicos.
Do ponto de vista químico, para compreender a ação das drogas no corpo, faz-se necessário conhecer o funcionamento dos neurônios. Os neurônios são células que formam o sistema nervoso, e que são responsáveis pela condução dos impulsos nervosos. A membrana exterior de um neurônio apresenta ramos extensos, chamados dendritos, que recebem sinais elétricos de outros neurônios e de uma estrutura, o axônio, que envia sinais elétricos a outros neurônios. O espaço entre o dendrito de um neurônio e os telodendritos de outro denomina-se fenda sináptica, por meio da qual os sinais são transportados mediante sinapses por uma variedade de substâncias químicas chamadas de neurotransmissores.
Neurônio visualizado ao microscópio eletrônico. Kkazaei. Licenciada pelo Creative Commons Atribuição-Proibição de Obras Derivadas  2.0 Genérica.
Neurônio visualizado ao microscópio eletrônico. Kkazaei. Licenciada pelo Creative Commons Atribuição-Proibição de Obras Derivadas 2.0 Genérica.
As drogas podem estimular, inibir e/ou substituir os neurotransmissores, alterando o comportamento do usuário, que vai perdendo o controle de suas ações conforme o tipo de droga utilizada, a dosagem e o tempo de uso.
De acordo com os aspectos clínico e químico do usuário, destacam-se os principais sintomas gerais:
- mudanças de comportamento;
- baixo rendimento escolar e/ou abandono dos estudos.
- queda na qualidade do trabalho, inquietação, irritabilidade, insônia ou, ao contrário, depressão e sonolência;
- atitudes furtivas ou impulsivas;
- uso de camisas de manga longa, mesmo no calor.
Ressalta-se que nem sempre as características citadas são exclusivas de usuários e/ou dependentes químicos. São necessários, muitas vezes, o acompanhamento e o diagnóstico de especialistas, por meio de exames médicos que conseguem detectar a presença de drogas no organismo – os chamados exames toxicológicos.

Como forma de proteção da saúde física, psicológica e social de crianças, jovens e adolescentes, precisamos falar sobre as drogas e outras substâncias capazes de causar dependência, trazendo-lhes informações sobre os seus efeitos e consequências e apresentando-lhes os reais danos sociais e legais e os riscos ocasionados à vida dos envolvidos.
Nesse sentido, família, escola e sociedade são responsáveis pela disseminação de informações e orientações sobre o consumo de tais substâncias.

Por Alessandra Acosta Santos

FONTE: http://blog.educacional.com.br/blog_bio/por-que-dizer-%e2%80%9cnao%e2%80%9d-as-drogas-e-ao-alcool/
DIGA NÃO AS DROGAS!!!

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ATIRE A PRIMEIRA FLOR

Glácia Daibert
 

Quando tudo parecer caminhar errado, seja você a tentar o primeiro passo certo;
 Se tudo parecer escuro, se nada puder ser visto, acenda você a primeira luz,
traga para a treva, você primeiro, a pequena lâmpada;
Quando todos estiverem chorando,  tente você o primeiro sorriso;
talvez não na forma de lábios sorridentes, mas na de um coração que
compreenda, de braços que confortem;

Se a vida inteira for um imenso não, não pare você na busca do primeiro
sim, ao qual tudo de positivo deverá seguir-se;
Quando ninguém souber coisa alguma, e você  souber um pouquinho,
seja o primeiro a ensinar,  começando por aprender você mesmo,
corrigindo-se a si mesmo;
 Quando alguém estiver angustiado à procura, consulte  bem o que se passa,
talvez seja em busca de você mesmo que este seu irmão esteja;
Daí, portanto, o seu deve ser o primeiro  a aparecer,  o primeiro a mostrar-se,
primeiro que pode ser o único e,  mais sério ainda, talvez o último;
Quando a terra estiver seca,  que sua mão seja a primeira a regá-la;
quando a flor se sufocar na urze e no espinho,
que sua mão seja  a primeira a separar o joio, a arrancar a praga,
a afagar a pétala, a acariciar a flor;
Se a porta estiver fechada, de você venha a primeira chave;
Se o vento sopra frio, que o calor de sua lareira seja a  primeira proteção
e primeiro abrigo.
Se o pão for apenas massa e  não estiver cozido,
seja você o primeiro forno para transformá-lo em alimento.
Não atire a primeira pedra em quem erra.
De acusadores o mundo está cheio; nem, por outro lado, aplauda o erro;
dentro em pouco, a ovação será ensurdecedora;
 Ofereça sua mão primeiro para levantar quem caiu; 
sua atenção primeiro para  aquele que foi esquecido;
 Seja você o primeiro para aquele que não tem ninguém;
 Quando tudo for espinho, atire a primeira flor;
seja o primeiro a mostrar que há  caminho de volta,
 compreendendo que o perdão regenera,
que a  compreensão edifica,  que o auxílio possibilita,
 que o entendimento reconstrói.
 Atire você, quando tudo for pedra,
a primeira e decisiva flor.

APROVEITE SUA VIDA...

A VIDA É O TREM QUE PASSA


Marillena S. Ribeiro
 

A vida é o trem que passa
Os sonhos são vagões
O amor é o maquinista
Somos nós, a estação!

Adquira seu bilhete, faça sua escolha
O trem vai seguindo continuadamente
Em cada vagão, o desejo de sua mente
...há também tristezas, desilusões
Com a passagem na mão, escolha!

A viagem, se longa não sabemos
A bagagem é cada dia vivenciada
Mudar o rumo, podemos
Sem mesmo saber da parada

A estação nunca pode estar vazia
Será sempre um passeio viver
Se sentar na janela, aprecie
Tudo é passagem, algo pode reter

Cada dia que passa é contagem regressiva
Viaje como se cada instante fosse único
Cada olhar como se fosse o último

Respire fundo, o caminho é longo
Encontrará adversidades
...tristezas
...saudades
...abismos
...retas
.curvas
inúmeras serão as vezes
que não veremos o que há além da curva
Mas o percurso seguirá sonhando

A vida é uma viagem
Somos mutantes
Somos passageiros
Somos nuvens
Somos fumaça

Por não saber decifrar o mapa da vida
Algumas vezes nos  perderemos no trajeto
Mas, para quem sonha, nada é impossível
nunca se perde, sempre se encontra

Escute, ouça, é o apito de mais uma partida
Poderá estar partindo para novos lugares
sem roteiros
sem destino
sem poente ou nascente
A direção é para a felicidade
Conduzirá e será conduzido
O maquinista sempre atento
na história, na vida

De tudo que viver, uma coisa é certa:
Não se canse da viagem, prossiga
Lute, grite, implore
Mas não desista
...se cansar, acene, sorria
O maquinista não te deixará
Não hesite, não tema
Onde parar, um coração
certamente o acalentará

A viagem prossegue
...e sabendo onde quer ir
Vá seguro, você consegue
Sabendo sempre que vai valente...
sua viagem será eternamente...
no vagão de primeira classe.